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Alemães
Mozart · Goethe · Bismarck · Kepler
População total

~80 - 160 milhões

Regiões com população significativa
Línguas
Alemão
Religiões
Igreja Luterana, Igreja Católica Romana, outras
Grupos étnicos relacionados
Outros germanos.

Os alemães são um grupo étnico relativos à língua alemã e à cultura alemã. O conceito de quem é um alemão sofreu variações. Até o século XIX, eram considerados alemães todos os falantes dos dialetos alemães, ou seja, os habitantes da Alemanha, Áustria e Suíça. Todavia, com a Unificação Alemã em 1871, o conceito de ser alemão passou a ser reduzido para os habitantes do território do novo país ou àqueles que lá têm origens. Suíços e austríacos ainda podem ser classificados como alemães étnicos.

Índice

editar Origem do termo "alemão"

Do baixo latim alamanus, com o mesmo significado, tomada do germânico allemannen, usado para referir-se a todos os homens. Chegou a nossa língua portuguesa a partir do francês allemand.carece de fontes? Este gentílico é compartilhado com o espanhol alemán, porém cabe observar que difere do inglês German e do alemão Deutsch.

Quando ao gentílico 'germano', que também se aplica aos alemães, provém do latim Germanus, vocábulo com que se denominavam os povos bárbaros que habitavam a Europa Central, num território aproximadamente equivalente ao da atual Alemanha.

editar Etnia alemã e nacionalidade alemã

São considerados etnicamente alemães aquelas pessoas que falam a língua alemã, seguem a cultura germânica e possuem origens no espaço germanófono (em alemão Sprachraum). Atualmente, a maioria dos alemães étnicos vivem no território Alemão. Até a década de 1920, a maior parte da população da Áustria se considerava etnicamente alemã, mas hoje em dia, após anos de independência, apenas entre 5-10% dos austríacos declararam-se como etnicamente alemães, apesar de todos estes serem alemães étnicos, porém não são de nacionalidade alemã , ou seja, não nasceram dentro do território da Alemanha, mas sim dentro do território germânico (germanófono). Expressivas populações etnicamente alemãs são encontradas em diversas partes do mundo.

editar Europa

Há pessoas etnicamente alemãs em outros países fora da Alemanha. Na Suíça, apesar de a maior parte da população ser falante do alemão, existe uma identidade nacional separada, o mesmo ocorre na Áustria, Luxemburgo e Liechtenstein. Na Itália existe uma população de 225 000 pessoas na região autônoma do Tirol Meridional que falam a língua alemã. Na região de Alsácia e Lorena, na França, o alemão era falado pela maior parte da população, porém, após a Guerra, o governo francês passou a atuar na assimilação dessas pessoas, embora os falantes de algum dialeto alemão sejam cerca de 1,5 milhão. Outras populações falantes do alemão podem ser encontradas nos Países Baixos (380 mil), Bélgica (71 mil) e Dinamarca (23 mil).

Nos países vizinhos da Alemanha, como Polônia, República Checa, Eslováquia, Hungria e Eslovênia a população etnicamente alemã sempre foi numerosa e significativa; porém, após a Segunda Guerra Mundial, a maioria dessas populações foram expulsas pelo governo desses países (com exceção da Hungria) e o restante que permaneceu aí, com exceções de populações isoladas, foi assimilado nas últimas décadas. Na Rússia, os alemães do Volga representam uma significativa população desde o século XVIII.

editar África e Oceania

Na África, a maior parte da população etnicamente alemã vive na Namíbia, onde formam 6% da população (150 mil).

A Austrália recebeu um grande número de imigrantes alemães e seus descendentes formam 4% da população (750 mil).

editar América do Norte

Fora da Alemanha, a maioria das pessoas etnicamente alemãs vivem na América do Norte, principalmente nos Estados Unidos. Isso se deve ao fato da grande imigração de alemães ocorrida nos séculos XIX e XX. No censo de 2000, 44 milhões de norte-americanos (15% da população) declararam ter ascendência alemã, porém, apenas 1,5 milhão são falantes da língua alemã. A etnia alemã é a mais numerosa nos Estados Unidos. No Canadá, 2,7 milhões de pessoas declararam ter ascendência alemã (9% da população).

editar América Latina

Depois da Alemanha e Estados Unidos, o Brasil possui a maior população etnicamente alemã. Baseado em estimativas, aproximadamente doze milhões de brasileiros (7% da população) possuem ascendência alemã. Cerca de 1,2 milhão de argentinos possuem ascendência alemã. Significativas populações podem ser encontradas no Paraguai, Chile e outros países latino-americanos.

editar Alemães no Brasil

Ver artigo principal: Imigração alemã no Brasil
Pintura retratando a chegada dos primeiros imigrantes alemães ao Rio Grande do Sul, 1824.

Nos séculos XIX e XX, o Brasil recebeu um importante fluxo de imigrantes alemães. A imigração começou na primeira metade do século XIX, quando ainda não havia uma Alemanha formada, mas diversos reinos que formavam os Estados Alemães. O Sul do Brasil absorveu a maior parte desses imigrantes, que se dedicaram à agricultura familiar. Ainda hoje, nas regiões brasileiras em que imigraram, a influência alemã é visível.

Estima-se que haja 200 mil falantes de alemão no Brasil[1], concentrados principalmente nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. A imigração alemã para o Brasil meridional nos últimos 180 anos fez nascer um dialeto próprio, chamado de Riograndenser Hunsrückisch, que tem sua raiz no dialeto Hunsrückisch, falado no sudoeste da Alemanha. O dialeto sofreu interferência da língua nacional do Brasil, o português e de línguas de outras comunidades imigrantes que viviam no Sul do Brasil, como da língua italiana. Outros dialetos alemães falados no Brasil são o pomerano (em municípios como Pomerode e Roque Gonzales), o plattdüütsch etc.

O uso da língua alemã no Brasil entrou em declínio na década de 1930, quando foi proibida pelo presidente Getúlio Vargas. O Brasil havia declarado guerra à Alemanha e os imigrantes alemães não podiam mais falar seu idioma natal. Alguns imigrantes continuaram falando seus dialetos dentro de casa e em lugares privados, mas a maioria acabou por adotar definitivamente o português como língua.

Dos doze milhões de brasileiros que possuem ascendentes alemães, são poucos aqueles que ainda mantêm laços afetivos com a Alemanha. Todavia, há um significativo número de teuto-brasileiros que se consideram primariamente alemães, principalmente as gerações mais antigas em zonas rurais e isoladas do Sul do Brasil. Embora assimilada, é inegável a contribuição da cultura germânica à cultura do Brasil, como por exemplo o Oktoberfest realizado em cidades como Blumenau ou em diversas manifestações culturais que ocorrem, sobretudo, no sul do país.

Os alemães, atrás apenas dos italianos, formam a principal etnia no Sul do Brasil.[2]

Imigração alemã para o Brasil (1824-1969)
Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
Período Número de imigrantes
1824-47 8.176
1848-72 19.553
1872-79 14.325
1880-89 18.901
1890-99 17.084
1900-09 13.848
1910-19 25.902
1920-29 75.801
1930-39 27.497
1940-49 6.807
1950-59 16.643
1960-69 5.659

editar Referências e notas

  1. Projeto Pomerode Plurilíngüe, <http://www.ipol.org.br/ler.php?cod=224>. Acesso em: 19 de outubro de 2007
  2. Etnias catarinenses, <http://intra.santur.sc.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=132&lang= ->. Acesso em: 19 de outubro de 2007

editar Ver também

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